Coloridinhos, na latinha, na caixinha, sozinhos, com café, puros, ou acompanhados. Não tem como não me lembrar de um amigo que já ficou careca de saber que mesmo aderindo a roupas de nylon esportivas, e conversas freneticas em telefones confusos, ele é um gentleman estranho que me informou bem sobre os Macarons. Nic é um homem refinado, e quem acha que isso é nada, NiNi sabe do lado bom e chique da vida. Veste Ermenegildo Zegna. Especialmente em tempos de acusação. Tipo quando Messi devia tortos milhões e teve que comparecer à corte, e se emperequetou num terno com gravatas acho que de bolinhas. Zegna não faria isso. Mas o elegante falava dos macarons da Ladurée bem antes de eu saber o que era Ladurée e perguntava dicas de roteiros e comidas de Dubai. Nunca me pagou pelo guia online. Que coisa. Nini desorientou gente de estilo em Doha. Mas os Emirados são outra estória, assim como pizzas romanas, calzones, e sucos de laranja de Guadalajara. Que não tinha água potável, e tinha maluco pondo no Instagram foto chique, não sei de onde. Era Gatorade a água de escova-dente. Mas isso são outros tempos, longe da culinária refinée de outro país, do prazer do conforto europeu, do andar de meias dentro de casa no piso de madeira, dos orgânicos e das frutinhas de manhã, com croissants, pretzels e outros afins. Os macarons parecem tão frágeis em massas de castanhas, e educados para fugir aos sabores grossos da maioria.Coisa fina, recheios de menta, pistache, chocolate branco, café, morango, framboesa. Cultura é outra coisa. Não é o atropelo da prova do que, da propaganda, de provar que fez algo. Comida conforto é isso, relax, viver a dolce far niente, sem se preocupar com opinião fogosa alheia. Enquanto a mente humana se vê prolífera em muita coisa, lembro da Neosaldina para tirar a dor de cabeça de certas pessoas, e da cafeína que sempre teve que acordar a gente todo dia. Esses são multiplicados em vários países, e podem assumir versões com doces locais. Um doce leve. (Minham Minham)

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