terça-feira, 30 de maio de 2017

Macarons.


Coloridinhos, na latinha, na caixinha, sozinhos, com café, puros, ou acompanhados. Não tem como não me lembrar de um amigo que já ficou careca de saber que mesmo aderindo a roupas de nylon esportivas, e conversas freneticas em telefones confusos, ele é um gentleman estranho que me informou bem sobre os Macarons. Nic é um homem refinado, e quem acha que isso é nada, NiNi sabe do lado bom e chique da vida. Veste Ermenegildo Zegna. Especialmente em tempos de acusação. Tipo quando Messi devia tortos milhões e teve que comparecer à corte, e se emperequetou num terno com gravatas acho que de bolinhas. Zegna não faria isso. Mas o elegante falava dos macarons da Ladurée bem antes de eu saber o que era Ladurée e perguntava dicas de roteiros e comidas de Dubai. Nunca me pagou pelo guia online. Que coisa. Nini desorientou gente de estilo em Doha. Mas os Emirados são outra estória, assim como pizzas romanas, calzones, e sucos de laranja de Guadalajara. Que não tinha água potável, e tinha maluco pondo no Instagram foto chique, não sei de onde. Era Gatorade a água de escova-dente. Mas isso são outros tempos, longe da culinária refinée de outro país, do prazer do conforto europeu, do andar de meias dentro de casa no piso de madeira, dos orgânicos e das frutinhas de manhã, com croissants, pretzels e outros afins. Os macarons parecem tão frágeis em massas de castanhas, e educados para fugir aos sabores grossos da maioria.Coisa fina, recheios de menta, pistache, chocolate branco, café, morango, framboesa. Cultura é outra coisa. Não é o atropelo da prova do que, da propaganda, de provar que fez algo. Comida conforto é isso, relax, viver a dolce far niente, sem se preocupar com opinião fogosa alheia. Enquanto a mente humana se vê prolífera em muita coisa, lembro da Neosaldina para tirar a dor de cabeça de certas pessoas, e da cafeína que sempre teve que acordar a gente todo dia. Esses são multiplicados em vários países, e podem assumir versões com doces locais. Um doce leve. (Minham Minham)

Feijoada de festa. The black beans - brazilian party.



Feijão preto, carne seca, carne de sol, linguiça (calabresa??), folhas  de louro, acompanhada de couve, laranka, pedacinhos de bacon, arroz branco, ou pura? A feijoada é produto nacional, brasileira da gema, e carioca que se preza prepara nos fins de semana. Em praticamente todos os hoteis da orla de Copacabana, ou em outros espalhados pela capital, seja na Barra, ou onde o turista se aventurar a se hospedar, o pretinho básico é aquela versão feijão, com ginga, samba, sem samba, em hotel tres chic, e nem aí da turma do gargarejo da inveja e da muvuca ordinária, querer desmerecer costumes, e dizer que prefere o creme brulée. Se a tia cozinha o bife à milanesa, e pretende se mostrar perto do povo, o tal do queijinho não caiu tão bem em tempos de no-lac. Se o queijinho é pejorativo, muita gente não pode falar nada da feijoada, sujeita a tiroteios multiplos de uma cultura do feijão, do futebol, e que nem tudo é chá preto para inglês ver ou mostra que subiu na sacada do prédio. Inglês chiquê não é nouveau riche, pretende fingir ser, no Instagram, mas o comodismo de não ter que provar nada a ninguém, faz com que circule tranquilo e aproveite dias ensolarados de feijoada, de laranja, de linguicinha, sem precisar evocar tempos passados peremptórios. Comer bem faz acordar de bom humor, sem amargor de 5 da manhã, a menos que a indigestão seja uma frequencia de um regime amargo, sem calorias, sem comida conforto.
No Rio, a feijoada é aos sábados - entornou o caldo, exagerou, dá tempo de dar aquela dormidinha, abraçar o namorico, rido, lindo, e ainda servir para os amigos que nem precisa mencionar quem. Aquele que bate um bolão, o outro também, que nem anda pilhado com nada, nem com programação desajeitada, nem com foto sua tirada de modo torto no jornal. Ah, bem, tu és o máximo! Feijoada no próximo sábado. Vamos ver quem vai fazer, e com quem. Voilá! C'est bresiliènne, oh mon amour! The best combination in Brazil is the "samba" of going to the restaurants or staying at the hotels during saturday, and enjoy the "feijoada". Black beans with different types of meat, sausage, bacon, spices, with a nice companion of slices of orange, some vegetable, and pure rice. Delicious? Of course. Heavy? Can be. In many hotels in Rio is a tradition. Copacabana speaks for itself. Its not cheap for tourist: from 65 reais to 85, 105 (from 20 to 30, 40 dollars). No need of diets or weird morning mood, cause eating well is a pleasure. Dont worry about your colleagues - they are just jealous. Freedom of speach and living, is just amazing in old media´s formulas. Life renews itself everyday. And eating well is one of the best pleasures of life. Next weekend getting friends together. Lets see where the feijoada will be. (Minham Minham) (Rosaly Queen)